quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Kseniya Simonova

Por hora é ela quem vi que mais manda bem nessa história de desenhar com areia. To de olho nela...



Esse é pra olhar e aprender:




Com cores:



quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

quarta-feira, 21 de março de 2012

Passa lá

Por hora, esse blog vai permanecer em ritmo lento. Precisei abrir uma página num outro lugar, pra qual resolvi dar uma função mais específica. Se bater curiosidade, é só acompanhar por aqui: Lugar, brog "novo"
Témaisver.


A movimentação  via coletivos continua em São Paulo.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Rineke Dijkstra


Rineke Dijkstra é mais conhecida pelo seu trabalho com séries focadas em retratos individuais. Rineke fotografa as pessoas num estágio de transição de suas vidas e sempre contra um ‘background’ minimalista o que direciona toda a atenção para o personagem isolado. As suas três séries bastante conhecidas são: ‘Mothers’ que apresenta mulheres logo após terem dado a luz, ‘Israeli Soldiers’ e ‘Beach’.
 (ler entrevista)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A fonte dos desejos coletivos

Fiz aniversário agora em novembro. Num dos dias de comemoração desenhei num papel uma fonte dos desejos com moedas desenhadas em volta, com nome dos amigos em cada uma delas, cada um me escrevia um desejo e "lançava" a moeda na fonte. A folha está agora no meu quarto, num lugar especial e me alegra sempre que vejo aqueles desejos tão bons. Sensação de carinho e de não estar só por aí. Aquece o coração.

No próximo sábado a idéia da fonte se repete, mas desta vez engloba um âmbito maior. Junto com meus amigos do coletivo de Campinas de que faço parte, faremos um lançamento de desejos das pessoas numa fonte inexistente.
A idéia é propor mais uma ação a acontecer no centro de Campinas dia 17/12 a partir das 9h, no Museu da Imagem e do Som, em que convidaremos passantes do centro da cidade a lançar pedras e proferir seus desejos no jardim que fica em frente ao nosso ateliê, dentro do museu. A ação vai encerrar as atividades do ano e comemorar nosso primeiro ano de existência do coletivo.

Tem algo de especial nisso de jogar estas tais pedras justamente neste espaço. É que neste tempo em que estivemos ocupando o ateliê lá no MIS, muitas vezes desejamos, planejamos, várias possibilidades de ações para que este jardim - atualmente mal cuidado, na verdade- fosse revitalizado. Burocracias e falta de grana nos impediram disso.

Mas como artistas a gente tem que agir  abrindo espaços pela lenta e repetitiva insistência, circundando obstáculos maiores até pelas minúsculas frestas, então,vamos propor esta ação. Com este método já conseguimos pequenas grandes coisas.

 A gente não desiste não.

Gosto de sonhar junto. Vou gostar de estar lá.




sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mapa de anatomia: o Olho


O Olho é uma espécie de globo,
é um pequeno planeta
com pinturas do lado de fora.
Muitas pinturas:
azuis, verdes, amarelas.
É um globo brilhante:
parece de cristal,
é como um aquário com plantas
finamente desenhadas: algas, sargaços,
miniaturas marinhas, areias, rochas, naufrágios e peixes de ouro.
Mas por dentro há outras pinturas,
que não se vêem:
umas são imagens do mundo,
outras são inventadas.
O Olho é um teatro por dentro.
E às vezes, sejam atores, sejam cenas,
e às vezes, sejam imagens, sejam ausências,
formam, no Olho, lágrimas.

Cecília Meirelles. Poesia Completa,vol.4

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Associações visuais


Frank Stella

















< Obra da exposição no MIS-campinas, em julho-Agosto deste ano.

Me diverti ao ver.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Figurinha repetida

Andy Warhol. "Bomba Atômica",1965. Serigrafia sobre tela. 264 x 204cm

Tenho lá minhas reservas em relação a  essa  estranha figura que foi Andy Warhol, mas faço uma ressalva em relação as séries de serigrafias dele sobre os acidentes de carro, personalidades de sua época, entre outros temas. Ele estava mais do que certo ao demonstrar o quanto a repetição  exaustiva das imagens nas diversas mídias pode acabar esvaziando, e muito, seu significado implícito. 


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Imagens casuais














Algumas fotos que tiro eventualmente e depois guardo comigo, quando algo me chama a atenção. Percebi que tenho uma pasta cheia destas imagens.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Economia verbal

To achando que, nos tempos pós twitter e facebook, melhor mesmo é não ultrapassar uns 200 caracteres pra se comunicar neste mundo virtual.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Pintura pronta


Encontrei esta fotografia perdida nos meus arquivos de imagem hoje. Como tem baixa definição, as cores e contornos ficaram um pouco esmaecidos. Achei parecido com uma pintura que eu faria, se eu pintasse  à óleo. Mas assim ela já está pronta.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Chiharu Shiota
























Vendo as imagens no site dela, fica claro que essa ideia de "emaranhar coisas" a acompanha desde o início dos anos 2000 - sempre acho estranha essa denominação pra década -, o que faz parecer, ao menos num primeiro momento, que ela esteja  repetindo a mesma ideia em lugares diferentes do mundo.
Pensando um pouco mais com calma, considerando a dimensão de coisas que a realização de um trabalho destes envolve, talvez incluindo aí também uma questão de demanda - de galeristas, curadores, colecionadores,etc- que uma artista que tenha a projeção que ela parece ter deve  ter que lidar, ou ainda o próprio processo de criação em si, vejo algumas possibilidades para isso. Pode ser que esta repetição seja como aquelas fases em que achamos que estamos repetindo um pensamento,um processo,  mas na verdade ele está apenas se desenvolvendo lentamente, sem que tenhamos como nos dar conta disso de imediato. O que faria de sua produção uma espécie de work in progress compartilhada com o público -e precisa ser assim? e será que tem algum problema nisso? Ou simplesmente este viés tenha sido mais  aceito no meio artístico em que ela circula, recebendo assim mais atenção por parte da artista. Afinal, arte também é mercadoria...
Pelo que pude entender ela estudou, entre outros, com a Marina Abramovich, sua pesquisa começou a partir da performance e foi se encaminhando para as instalações. Nestas, ainda fica evidente a relação  corpo-espaço, evocando a da ausência deste corpo - isto é algo que me interessa bastante; acho potente como ideia e pode ser esteticamente belo também.
No caso das obras da Chiharu,  outra coisa que me interessou foram as modificações no espaço que a artista provoca -desenho no espaço; talvez tenha começado a me interessar a partir deste ponto de vista- e os trabalhos com vestidos de mulheres - qual será a conversa que ela está  propondo? Seja como for, gostaria de ver ao vivo estas obras.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A arte inscrita no mundo

1_ Ópera dos Vivos no CCSP (até 11/09)  Fui ver, vale muito a pena (ótimo o último ato, "morrer de pé").
Composto de quatro atos que priorizam cada qual uma linguagem - teatro, cinema, música e televisão-, o espetáculo faz uma reflexão sobre a cultura brasileira dos anos 1960 - época da formação da indústria cultural no país - em contraste  com os dias de hoje.


2- Trechos de depoimentos de artistas que recolhi de um livro que li nos últimos dias:
  • Nelson Leirner:
          Como era produzir na época da ditadura?
           Foi como eu disse: é muito mais fácil ser da geração de 60 ou 70, quando você tem um objetivo. É muito mais fácil trabalhar com um objetivo do que trabalhar como a geração 80, totalmente no ar. E nós tínhamos um objetivo. O que o jornal fazia quando tinha algo censurado? Colocava uma receita de bolo no lugar.(...) Nós também trabalhávamos em código. O que é incrível, porque nos dava uma agilidade de pensar que o artista, hoje, não tem.

          Naquela época havia um inimigo. Hoje, quando o senhor trabalha, pensa haver algum?
          Não. Nenhum. Eu não posso, por exemplo, vender sapato e ir experimentar um par numa mulher e dizer: "Que pé horroroso!" Afinal eu não quero vender o tal sapato? [mas que associação de idéias, heim! haha]  Há trinta anos, eu pegaria o sapato e diria:  " Olha, a solução para o seu pé é cortar todos os dedos."  Eu fazia isso antes. Só que hoje não faz mais  diferença, então eu não falo nada.

          O senhor deixou de falar porque não faz mais diferença?
          Não vai incomodar ninguém nem vai modificar o olhar de ninguém. Cada um vê como quer.Eu não consigo mais dizer "veja como eu vejo".

         O sistema se sofisticou de tal maneira que as pessoas anteriormente lidavam com mecanismos mais simples de contestação. Hoje essa crítica é consumida.
         Mas eu pergunto: onde eu peco ou não peco como artista? Por exemplo, hoje todos os que lidam com a arte tem que ter algum conhecimento sobre ela. Desde quem entrevista até o curador e o galerista. Logo, todos são meus sócios; é como eu os chamo. Alguns artistas têm uma visão romântica da arte e do artista que não existe mais hoje. Hoje nós trabalhamos. Eu faço o que sei fazer. Eu tenho um produto, um bom produto. Andy Warhol já previu isso quando fez sua produção. Não era só uma crítica ao consumo. Ele fez o consumo. Se hoje eu sou consumido, é porque sei fazer um produto.
       

  • Maria Bonomi:
      " Vou começar pela minha idade senão não dá papo. Eu vou fazer 70 anos e isso me deu tempo para que eu mudasse muitas coisas na minha vida, sobretudo nas artes plásticas. A gente tem de transformar tudo o tempo todo." 
"Eu acho que o artista é muito jornalista,precisa ver e ouvir. Aquela pessoa que, quando ocorre um fato, colhe as informações, as organiza e reproduz. Então a coisa passa a ser o que ele diz. Por que ninguém viveu aquele momento, a não ser ele ou as pessoas que contaram aquilo para ele. Por isso digo que, se uma pessoa quiser 'pegar' na outra, tem de fazê-lo sendo jornalista. Ou então não acontece. Eu gosto de pegar no outro. Quero que olhem, quero que entendam, se emocionem."
    "Eu não acredito que a arte vá se desenvolver se não for através da arte pública.Eu acho que é o único caminho. Arte pública, arte coletiva. E os museus facilitados.Eu sinto que o povo tem uma grande necessidade de convívio com a arte, porque tem a grande necessidade de sonho. A realidade não está dando todas as respostas."
   "Há um Brasil de costas pro Brasil. E esse Brasil que está sendo ignorado é o cultural. Isso é algo que dá pra sentir na carne. Só que nós não podemos mais ficar olhando nosso umbigo, principalmente no Brasil, onde vivemos uma tragédia. Não vamos fingir que somos uma platéia elitizada, preparada, que está fazendo suas aquarelas e vivendo suas memórias da Semana de  22. Não dá.É uma questão de ficar segurando a sintonia com o público, tem de ser por ai, como deve ser o jornalismo, a literatura, o cinema, o teatro. É preciso vivenciar as coisas. É uma questão de olhar, de afeto e, sobretudo, de emoção. E também de tesão, se não tem tesão não adianta. A gente se move na arte motivada de dentro pra fora porque senão não é possível."


Quem é...

Minha foto
São Paulo, Capital, Brazil